27/03/2026

Capital é responsável por 35% dos empregos industriais do RJ, aponta Firjan

 Lançado em dezembro de 2025, estudo foi apresentado a 15 representações sindicais.

Durante a primeira reunião de 2026 do Núcleo Sindical Rio, realizada nesta quarta-feira (25/3), presidentes e representantes de 15 sindicatos da capital tiveram acesso a importante diagnóstico desenvolvido pela Firjan. O estudo “Rio de futuro: vocações e potencialidades econômicas do Rio de Janeiro” foi apresentado para identificar novas fronteiras para desenvolver a Indústria. 

“Tenho visitado todo o estado para fazer esta entrega. É um levantamento significativo, com acesso a mais de 270 mil dados e entrevistas com mais de 200 empresários. O nosso papel é cobrar dos gestores públicos administrações mais técnicas, baseadas em dados”, afirmou o presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, na abertura da reunião.

Recebi uma prévia do ‘Rio de Futuro’ e tive oportunidade de comparar com pautas municipais da Agenda Firjan 4.0 concluídas no ano passados. Os apontamentos do estudo estão muito bem conectados com as necessidades que levantamos, incorporada às ações do Núcleo Sindical Rio”, complementou Carlos Eduardo Sá Baptista, coordenador do Núcleo e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas no Município do Rio de Janeiro (Sinmetal). 
Em seguida, o gerente de Estudos Econômicos da Firjan, Jonathas Goulart, e a coordenadora de Estratégia e Performance da Firjan, Julia Nicolau, destacaram informações do “Rio de Futuro”, que o posicionam como plano de ação para o poder público. 

Ativos e vocações

Com o maior PIB entre as regiões do estado (R$ 418,5 bilhões – 11% do PIB nacional), 2ª maior participação no valor adicionado da Indústria (15,6%) e uma população de 6,7 milhões de pessoas, a capital é responsável por manter 35% dos 2,5 milhões de empregos industriais do estado distribuídos em mais de 44 mil estabelecimentos. 
O estudo foi realizado com o olhar para a estrutura e especialização do estado. Entre os ativos estratégicos da capital, destacados no estudo, estão a base científico-tecnológica de excelência, infraestrutura logística de conectividade internacional, forte ecossistema de economia criativa e patrimônio turístico, natural e cultural. 

Entre suas vocações naturais estão o setor de Energia, com 12,3 mil empregos; Siderurgia, com 7,5 mil trabalhadores; Economia Criativa, com 88,5 mil empregos; e Turismo, com mais de 176 mil. Isso coloca o Rio em segundo lugar no ranking das capitais com maior diversidade de atividades do setor.
Os apontamentos do estudo estão muito bem conectados com as necessidades que levantamos, incorporada às ações do Núcleo Sindical Rio. Carlos Eduardo Sá Baptista, coordenador do Núcleo e presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas no Município do Rio de Janeiro (Sinmetal).
 
Comparativo de desempenho socioeconômico

O estudo também levantou variáveis que traçam um panorama socioeconômico da capital. A cidade apresenta os maiores níveis de desenvolvimento e a melhor gestão fiscal do estado, com IFDM de 0,7933 e IFGF de 0,7203, bem como maior taxa de emprego entre as regiões, além da segunda maior renda média do trabalho formal. No âmbito social, a violência segue sendo um problema para a capital, com a segunda maior taxa de roubo de cargas e o maior índice de roubos e furtos. 

Olhando para o futuro

As potencialidades da capital que foram destacadas são: a reindustrialização verde no bairro de Santa Cruz, inovação em Energia e Petróleo e Gás, integração logística metropolitana e o Rio como plataforma global de eventos, especialmente aqueles ligados a negócios. 

Além disso, outros caminhos apontados para transformação da vocação em desenvolvimento real são o reposicionamento da economia do mar em nichos estratégicos; o foco na construção de embarcações e estruturas flutuantes, além da manutenção leve; e transformar o eixo Fiocruz-Farmanguinhos-UFRJ em distrito de Saúde e biotecnologia, entre outros.
Rio de Futuro

Elaborado pela Firjan para orientar um novo ciclo de desenvolvimento para o estado, o Rio de Futuros identifica as vocações econômicas do Rio, a partir da análise de indicadores econômicos nacionais, como os do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Banco Central (BC), entre outros, e da escuta a 200 especialistas com notório conhecimento do estado, empresários e gestores públicos. O estudo gerou o mapeamento de 125 atividades industriais no Rio de Janeiro.

Entre as nove fronteiras destacadas pelo levantamento para melhor desenvolvimento do estado, estão: transição energética, baixo carbono e economia circular; completo portuário-logístico e corredores produtivos; turismo, cultura e economia criativa; economia do mar, com maior presença da Indústria Naval e bioeconomia marinha; complexo da Saúde, Biotecnologia e Farmoquímica; complexo aeroespacial e metalmecânico; Indústria Química e Petroquímica avançada; Agroindústria e bioeconomia territorial; hub de inovação, tecnologia, IA e data centers. 

 

 

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