Carta do presidente da Firjan e membro do Conselho Superior da Fiocruz, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. A mensagem foi lida durante a Cerimônia de divulgação do Edital de Licitação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde-CI...
Carta do presidente da Firjan e membro do Conselho Superior da Fiocruz, Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, para a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. A mensagem foi lida durante a Cerimônia de divulgação do Edital de Licitação do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde-CIBS, em Santa Cruz. O evento foi realizado em 5 de fevereiro de 2021, na Fiocruz. A construção do empreendimento deve gerar de 5 mil empregos diretos, e a operação vai empregar 1,5 mil trabalhadores. Quando estiver em pleno funcionamento, o complexo poderá produzir 120 milhões de frascos de vacinas e biofármacos por ano, podendo ultrapassar 600 milhões de doses anuais. "Prezada Nísia, Hoje se escreve mais uma página na rica história da Fiocruz. O Complexo de Biotecnologia em Saúde, a ser implantado em Santa Cruz, era um antigo sonho de administradores, pesquisadores e colaboradores da instituição. E com o lançamento desse edital, o sonho começa a se tornar realidade. Trata-se de ato imprescindível dentro de uma estratégia de assegurar ao Brasil a capacidade de proteger a saúde de seu povo. A pandemia mostrou que os países do ocidente se equivocaram. Todos! Agentes econômicos privados e públicos acreditaram que a globalização era irreversível – para todos os setores, sem exceção. O mundo achou que era perfeitamente normal a utilização de longas cadeias produtivas, contar com fornecedores do outro lado do planeta. Mas o coronavírus condenou essa lógica. Os povos sofreram e acordaram. Como resultado da maior crise sanitária em mais de um século, os países serão mais protecionistas. As cadeias produtivas ficarão muito mais curtas. A sociedade brasileira clama por independência em produtos estratégicos. E nada mais importante, nesta hora, do que a proteção à saúde humana. O Rio de Janeiro tem um papel ímpar nesse desafio. Contamos com importantes universidades, centros de pesquisas com profissionais de reputação internacional, laboratórios e diversas indústrias produtoras de fármacos. Santa Cruz vem coroar o Rio como o grande “cluster” de produção de bens para a proteção da saúde dos brasileiros. Meus cumprimentos ao Ministro Pazuello, aos resilientes servidores do Ministério da Saúde e da Fiocruz. O Brasil pode tratar dos seus. E a Firjan sempre estará colaborando, como vem fazendo deste o inicio da pandemia. O Rio tem jeito! Abraços Eduardo E Gouvêa Vieira". Leia a matéria na íntegra.← Voltar para notícias